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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Etnomatemática

Sonas Africanas



Fonte: Ciência e Diversão
Nos países africanos – Angola e Congo há uma tradição de desenhar na areia e com o dedo, figuras geométricas feitas por linhas contínuas que envolvem pontos.

As linhas são sempre fechadas,onde cada uma delas deve ser sempre traçada de forma contínua, sem tirar o dedo da areia, conforme a tradição.

Os desenhos são chamados de Sonas, segundo a língua quioca,cada um se chama lusona,que é o singular da palavra no plural Sona. 

Estas sonas foram estudadas pelo matemático holandês Paulus Gerdes, que passou a residir em Moçambique na década de 70.

Como importante pesquisador da Etnomatemática e principalmente da história matemática da África, pesquisou estes desenhos verificando diversas propriedades matemáticas que vão desde simples cálculos até análise combinatória.




No evento da Matemática 360°do C. E. Prof. Alcina R. Lima, meus alunos trouxeram alguns exemplos de Sonas, que para muitos foi um grande desafio conseguir desenhar sem levantar o dedo da areia. 




" A professora nos mostrou alguns cálculos que estão nas Sonas,
mas o legal mesmo foi desenhá-los na areia. Em casa, até o meu irmão e os meus pais gostaram de desenhar." (Crislayne, 9° ano)
















¹ Ciência e Diversão. Blog Informativo do Parque da Ciência. disponível em: < http://parquedaciencia.blogspot.com.br/2014/08/matematica-na-antiguidade-continente.html>

² Paulus Gerdes (1953- 2014) - professor e escritor que trouxe diversas contribuições sobre a história da Matemática da África desde 1986, sendo presidente da Associação Internacional para Ciência e Diversidade Cultural (2000 a 2004). Sucedeu o brasileiro Ubiratan D'Ambrosio na presidência do Grupo Internacional de Estudo da Etnomatemática. Publicou diversos livros sobre a cultura dos povos moçambicanos, entre eles,Otthava: Fazer Cestos e Geometria na Cultura Makhuwa do Nordeste de Moçambique.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Matemática 360°


A 2ª etapa do projeto da SEEDUC - Matemática 360°, aconteceu na sexta passada, dia 13, no Colégio E. Profª Alcina R. Lima. Novamente contagiou os nossos alunos, com a presença de todos os estudantes do turno da manhã.


A equipe de matemática repetiu o sucesso do 1° evento com os jogos tradicionais – Jogo de Damas, Jogo da Velha e Resta 1, reproduzidos no chão da quadra da escola em tamanhos gigantes, uma forma de testar a capacidade  física e mental dos nossos alunos.












Tivemos também os jogos de raciocínio , como Quebra-cabeças, Labirintos, Tangrans, Cubos, Palitos,Quiz, entre outros, que prenderam a atenção daqueles que queriam ser bons jogadores.



Entre tantos jogos, também não pode faltar a Arte na Geometria, com oficinas de Caleidociclos, de Mandalas Geométricas e Trançados Indígenas para pulseiras e tapetes.



E para animar mais o evento, não faltou quem procurasse pelo tesouro – chocolates para a equipe, que por meio de enigmas matemáticos, encontraria as pistas que a levasse ao tesouro.

Etnomatemática


Mas, a novidade foram as Sonas Africanas, desenhos feitos na areia – uma tradição dos povos da Angola.  Originalmente, os desenhos são figuras geométricas traçadas na areia com a ponta do dedo, a partir da marcação de pontos simétricos que serão contornados por linhas contínuas. Para não fugir da tradição, em grandes caixas com areia, os alunos do 9º ano trouxeram como curiosidade, alguns exemplos de sonas, que para muitos foi um grande desafio conseguir reproduzir na areia a figura com apenas uma linha contínua.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A Matemática dos Gigantes



A Secretaria de Educação do Rio propôs para este ano o projeto Matemática 360º, com o objetivo de estimular o desenvolvimento de atividades que promovam o engajamento


dos estudantes no processo de aprendizagem da matemática.

Com o tema " A Matemática dos Gigantes ", escolhido pelos professores de matemática do Colégio E. Prof. Alcina R. Lima, a primeira dinâmica relacionada ao projeto aconteceu na escola, neste sábado, dia 22 de agosto.



O objetivo maior era fazer com que a matemática aparecesse para os alunos de forma mais atraente e divertida. 

Para isto, os professores de matemática do Colégio Alcina apostaram na interação dos alunos com jogos tradicionais, como Jogo da Velha, Jogo de Damas, Resta 1, Torre De Hanói e Batalha Naval que foram reproduzidos no chão da quadra da escola, porém em tamanho muito maior do que seus tradicionais tabuleiros.


Além de " quebrarem a cuca", os alunos tiveram também que gastar energia para jogarem de pé os jogos na versão tamanho gigante. 



Outros jogos, como os de raciocínio, elaborados pelos alunos, como Sudoku, Quiz, Labirintos
Lógicos, Quebra-Cabeças, Tangrans entre outros, tornaram-se atrativos para os estudantes.

















Para as alunas do 2º ano do ensino médio, Mayara, Neiry e Mayara Oliveira, a atração foi reconhecer poliedros como se fossem deficientes visuais. Com os olhos vendados e somente se apropriando do tato, as alunas procuravam compreender as características destas figuras espaciais e seus elementos como vértices, arestas e faces. 

"Quando a professora me convidou para reconhecer as figuras, achei que seria impossível identificá-las sem a visão. Mas, aos poucos fui tateando os poliedros e percebi que era muito mais fácil do que em sala de aula" , comenta Mayara Oliveira.



Não poderia faltar a linguagem audiovisual para incrementar esta primeira rodada do projeto, que por meio de um vídeo produzido por Tiago Zurcher e Vitor Lima, ambos alunos do 3º ano do ensino médio, registraram depoimentos dos professores de matemática e dos alunos, que está sendo motivo para reflexões.